Califórnia dá sinal verde para cap and trade

A Califórnia vai adotar um regime de teto de emissões e de compra de créditos de carbono já para 2012. O Estado é o primeiro a adotar essa medida nos EUA. A idéia é manter as emissões de CO2 no mesmo nível de 1990 – 15% a menos do que os atuais níveis de emissão californianos, segundo informações do jornal LA Times.

Para Mary Nichols, diretora da Comissão de Recursos do Ar da Califórnia, o regime de cap and trade “vai incentivar a inovação tecnológica, criar empregos ‘verdes’ e manter o ar mais limpo”. Ainda de acordo com a executiva, o esquema “traz flexibilidade para a indústria e leva em conta os aspectos econômicos das mudanças climáticas”.

Sob o acordo, as emissões das 600 maiores empresas da Califórnia serão limitadas a partir de 2012, e este teto irá cair gradualmente durante 8 anos. Com isso, as empresas irão adaptar suas fábricas para uso mais eficiente de energia e obtenção de energia de fontes renováveis. As empresas receberão “permissões de emissões” e poderão vender essas permissões entre si para cortar custos.

A regulamentação californiana para o clima inclui regras para aumentar a eficiência dos carros, diminuir a dependência da gasolina e exige que um terço da eletricidade usada no estado venha de fontes renováveis – seja de energia solar, eólica ou outras fontes alternativas.

Outros estados americanos e províncias canadenses também pensam em se juntar ao esquema de teto de emissões e compras de créditos de carbono implanentado pela Califórnia. Novo México (EUA), Colúmbia Britânica, Ontário e Quebéc (Canadá) – membros da Iniciativa Climática do Oeste, grupo de 11 estados dos EUA e de províncias do Canadá – são alguns desses estados.

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Queima de palha de cana só é possível com permissão prévia

Os produtores só poderão queimar a palha da cana com autorização do órgão ambiental competente. Conforme a lei, a queima só é possível quando autorizada previamente pelos órgãos ambientais competentes. A decisão é da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Segue trecho da notícia do Tribunal:

A Conquista Agropecuária Ltda. buscou uniformização de entendimento entre decisões das Turmas que compõem a Primeira Seção. O processo tido como referência pela empresa para sua defesa afirmava que apenas florestas e vegetações nativas estavam protegidas pela lei.

Mas o ministro Teori Zavascki negou a pretensão. Segundo o relator, a proibição abrange todas as formas de vegetação, inclusive as renováveis. Ele destacou que a palha em questão não é recolhida do campo e transportada para queima em equipamento próprio, mas queimada em seu “habitat” natural, na lavoura, sendo vegetação como qualquer outra.

É um esforço para evitar incêndios numa temporada de estiagem. Em alguns locais do Brasil, a falta de chuva chegou a 100 dias. Os índices de poluição aumentaram e alguns trabalhadores morreram nos incêndios em canaviais. A decisão do STJ busca a prevenção.  Neste link, está uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre o mesmo tema.

Com a decisão do TJ/SP, cerca de 62,5 milhões de toneladas de CO2 deixarão de ser emitidas até 2017 e a medida também ajudará na recuperação das matas ciliares do estado. Os dados fazem parte do Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético. O Protocolo  estabelece uma série de compromissos e diretivas técnicas relacionadas às indústrias sucroenergéticas do Estado.

Uma delas refere-se à antecipação legal do fim da colheita de cana com o uso de fogo até 2014 (para área mecanizáveis) e 2017 (para áreas não mecanizáveis). Segundo a União da indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), até dezembro de 2017, somente em relação à queima da palha da cana, serão 8,5 milhões toneladas de CO2 que deixarão de ser emitidas.

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Genes de fungo ajudam a obter etanol de grama

Genes copiados de um fungo comum podem ajudar na produção de etanol a partir de grama e de outros compostos, como lascas de madeira. Cientistas coletaram fungos que crescem na grama e em plantas mortas e transplantaram esses organismos para leveduras que já são usadas para transformar a cana-de-açúcar em etanol. Os genes conseguiram aumentar o potencial de fermentação dessas leveduras, aumentando a produção de etanol.

A maior parte do etanol é produzida por meio de açúcares simples, como a glucose do milho ou do açúcar de cana. Os pesquisadores do Lawrence Berkeley Naitional Laboratory, da Universidade da Califórnia, querem usar glucose de outros materiais como a palha e o sabugo do milho, além da grama, conforme conta o Technology Review.

Como esses materiais são feitos de celulose – carboidratos compostos de longas cadeias açúcar – a decomposição é mais difícil. Para as leveduras produzirem etanol, os carboidratos precisam ser “quebrados” em açúcares. Esse processo é demorado e exige a adição de enzimas caras. Isso dificulta o desenvolvimento de combustíveis em escala comercial a partir dessas plantas.

Na produção de etanol, a levedura pega uma molécula de glucose e a digere, produzindo o álcool como um sub-produto. Os cientistas americanos, em parceria com um colega da Academia Chinesa de Ciências em Tianjin, descobriram um fungo laranja e penugento chamado Neospora crassa. O fungo nasce em plantas mortas e produz dois tipos de proteínas, que facilitam a decomposição de moléculas de celulose mais complexas.

Os cientistas, então, isolaram o gene responsável por essas “habilidades” do fungo. Ao usar esses genes em laboratório, as leveduras produziram 60% a mais de álcool que numa decomposição habitual de celulose.

Produzir etanol por processos como esse é um dos campos de pesquisa mais promissores, na opinião de especialistas em biotecnologia. Muitos pesquisadores trabalham na melhoria da eficiência dos vários passos para a obtenção de combustíveis através de plantas. Mas esta é a primeira vez que uma equipe consegue “clonar” os genes usados nesse processo.

Essa técnica não altera o processo de obtenção do combustível em si. Mas acelera bastante os processos intermediários, de quebra das moléculas, economizando tempo e dinheiro para obter o etanol. Os pesquisadores estimam um prazo de cinco anos para que essas leveduras modificadas sejam usadas em fábricas de etanol e até 10 anos para uso em escala comercial.

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Painel autolimpante torna energia solar mais viável

Quando pensamos no melhor lugar para instalar painéis solares, desertos surgem como uma das primeiras opções. Mas a areia pode impedir a captação da luz solar e com isso, os painéis precisam ser limpos constantemente. Uma nova tecnologia pode ajudar a criar painéis autolimpantes.

Desenvolvida para auxiliar missões exploratórias em Marte, a tecnologia poderia ajudar os painéis a operar em capacidade plena aqui na Terra. Por meio de cargas eletrostáticas, a poeira é repelida e vai para as margens dos painéis em ciclos de dois minutos. Com a técnica, é possível remover 90% do pó, de acordo  com Malay Mazumder, professor da Boston University – instituição que liderou a pesquisa.

O acúmulo de pó nos painéis dificulta a exploração da Lua e de Marte pela Nasa. Em Marte, as missões exploratórias Spirit e Opportunity duraram menos do que o esperado porque as sondas tiveram seus painéis limpos por ventos inesperados. Nos anos 90, a missão Pathfinder não teve a mesma sorte.

Este problema diminuiu em 40% a eficiência de uma planta de 10 megawatt instalada nos Emirados Árabes Unidos. Lavar os painéis demanda tempo ou requer automações caras para limpar as placas. No deserto, água é um recurso ainda mais precioso.

O sistema tira proveito da Física: a maior parte das partículas de pó tem carga elétrica, especialmente em ambientes secos. Um eletrodo feito de óxido de índio cria uma corrente elétrica no placa. Alternando a polaridade da corrente, um campo elétrico é criado e repele tanto as partículas positivas quanto as negativas.em contato com o painel solar.

Não é necessária muita energia elétrica para alimentar esse sistema autolimpante. A corrente elétrica é pequena e o sistema só precisa ser usado por cinco minutos a cada dia. Um sensor indica quando o painel precisa ser limpo. Esse é uma das abordagens da Nasa para o problema – a outra faz vibrar o painel para remover o pó.

Ainda não é possível dizer com certeza qual método é mais eficiente. Vibrar o painel é mais simples e requer menos adaptações. Mas o método não remove partículas mais finas, como o método por campo elétrico faz. Outras soluções são jatos de ar ou uso de materiais não-aderentes.

Construir placas autolimpantes usando campo elétrico pode ser mais simples porque os fabricantes têm materiais aptos para usar eletrodos transparentes, segundo Mazumder. O próximo passo é fazer com que essa tecnologia custe cerca de 1% do valor total do painel solar.

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Novo sistema de injeção eletrônica economiza até 25% de combustível

Uma nova tecnologia pode aumentar a eficiência dos motores dos carros a gasolina e fazer os novos motores economizarem 25% do consumo atual. Com a novidade, os carros atingem os padrões de eficiência exigidos pelo governo norte-americano para 2016. Chamada pela Chrysler de MultiAir,  a tecnologia consiste num conjunto de solenóides para tornar mais eficiente o processo de abertura das válvulas do motor, segundo o site Technology Review.

Num carro convencional, um eixo abre e fecha as válvulas para jogar ar no motor. As válvulas fazem o mesmo movimento, mesmo em velocidades mais baixas, quando menos ar é necessário. O novo sistema determina eletronicamente a melhor maneira de abrir as válvulas, de acordo com a estrada e de outros fatores, fazendo o carro rodar de modo mais eficiente por todo o tempo.

Como funciona
O motor funciona com ciclos de abertura e fechamento de válvulas, que enviam o combustível para a câmara de combustão. Neste novo sistema, um solenóide atua como um alternador, ajustando os ciclos de abertura e fechamento das vávulas, e faz com que o motor receba a quantidade adequada de ar para funcionar de forma mais eficiente.

Se o torque é mais exigido, o motor recebe menos ar; se é necessário aumentar a potência, a válvula joga mais ar no motor. Os engenheiros da Chrysler dizem que o sistema aumenta em até 15% o torque do carro.

Criada em 2009 pela Fiat – dona da Chrysler, a tecnologia chegará ao mercado americano em 2011 no Fiat 500. Em cinco anos, a tecnologia deverá estar em todos os modelos da montadora. Ainda não há previsão do custo adicional dessa tecnologia nos carros. No entanto, analistas estimam que o custo extra deverá ficar em torno de US$ 1.000 (R$ 1.800)

O investimento da montadora americana nessa tecnologia é um dos últimos esforços para melhorar a eficiência dos motores de combustão interna. Novas tecnologias, como os motores elétricos são ambientalmente melhores. Mas a transição para essas tecnologias não será dará automaticamente.

Não apenas a Chrysler aposta na melhoria dos motores tradicionais: a Ford desenvolveu o sistema EcoBoost, direcionando melhor a injeção de combustível e diminuindo o tamanho dos motores pela metade. Como resultado, há uma economia de 20% no uso da gasolina.

Foto: Chrysler

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Reciclagem cobre 56% dos gastos da Itautec com gestão ambiental

Por meio da reciclagem de computadores e outros aparelhos eletrônicos, a Itautec consegue quantia semelhante a 56% do montante investido em programas ambientais pela empresa todo ano. Segundo João Carlos Redondo, gerente de sustentabilidade da Itautec, “a reciclagem gera recursos da ordem de R$ 500 mil, mais da metade dos R$ 900 mil investidos anualmente pela empresa em gestão ambiental”.

A empresa lançou ontem (18) um Guia do Usuário Consciente de Produtos Eletrônicos. A publicação foi editada em conjunto com a Gestão Origami, especializada em sustentabilidade, e procura orientar o consumidor como escolher, comprar, utilizar e descartar corretamente os aparelhos eletrônicos. Redondo contou que o Guia estará (ou já está?) disponível na Internet e há planos de distribuir a publicação impressa em uma loja de varejo – possivelmente a Fnac.

Em 2003, a empresa lançou um centro de reciclagem em Jundiaí (SP) para recolher produtos eletrônicos usados ou inutilizados, investindo cerca de R$ 500 mil na criação do centro. “Outros R$ 350 mil foram investidos para adequar a linha de produção para a RoHS – diretiva ambiental da União Européia”, disse Redondo.

Segundo essa diretiva, os aparelhos eletrônicos não podem conter metais como chumbo e outros compostos químicos tóxicos como bromo e cromo. Além disso, todos os aparelhos seguem a certificação Energy Star 5.0, relacionado com a eficiência energética desses equipamentos.

Outra ação tomada pela Itautec diz respeito às embalagens dos produtos. “Todos os componentes das embalagens são recicláveis e os invólucros estão com tamanho 54% menor”, explicou o gerente. Para adequar as embalagens, foram gastos cerca de R$ 3 milhões.

No primeiro semestre de 2010, foram recicladas 337 toneladas de resíduos eletrônicos pela Itautec. Isso equivale a cerca de 40 mil equipamentos eletrônicos.  Até o fim do ano, deverão ser recicladas 750 toneladas, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para Mário Anseloni, CEO da Itautec, “as empresas devem se preocupar com reciclagem, pois o Brasil já é o terceiro maior mercado de PCs do mundo”. Anseloni alertou para as necessidades do segmento: “não há estrutura para reciclar todos os resíduos eletrônicos do Brasil. Mandamos nossas placas para serem tratadas na Bélgica”, disse ele.

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Carros contribuem mais para o aquecimento global do que aviões

Apesar das emissões dos aviões terem impacto mais imediato, andar de carro contribui mais para o aquecimento global e causa mais danos ao ambiente. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

No curto prazo, viajar de avião prejudica mais o ambiente por causa dos processos de aquecimento de curta duração que acontecem em altitudes elevadas.

O estudo, publicado no Environmental Science & Technology Journal, comparou impactos causados no processo de aquecimento global causados por diferentes meios de transporte. Para fazer essa avaliação foram usados modelos climáticos químicos para considerar os efeitos de gases de curta e longa duração e dos aerosóis nas nuvens.

Segundo os pesquisadores, no longo prazo, o efeito negativo do uso de automóveis é maior do que o provocado pelas viagens aéreas. No entanto, nos primeiros anos após a emissão dos gases-estufa, o dano causado pelos aviões aumenta a temperatura da Terra quatro vezes mais do que os carros.

“Por voar em grande altitude, aviões afetam de modo mais forte as nuvens e a camada de ozônio”, explica o doutor Jens Borken-Kleefeld, chefe da pesquisa. Entretanto, o cientista alerta para o perigo das emissões dos carros:

“Carros emitem mais CO2 por milha per capita do que os aviões. Como o dióxido de carbono fica mais tempo na atmosfera, há um impacto maior para as mudanças climáticas quando pensamos no longo prazo”.

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Recuperar florestas captura mais CO2 do que plantações de uma única espécie

A absorção de CO2 é mais uma razão para recuperar – e preservar – matas nativas. Segundo estudo realizado na Austrália, o reflorestamento é mais eficiente que o plantio de uma única espécie para reter o dioxido de carbono na atmosfera. A pesquisa foi pulicada no periódico Ecological Management & Restoration.

Essa descoberta confronta a visão tradicional sobre a eficiência da monocultura no plantio de árvores. Depois de testar três tipos de plantações no nordeste da Austrália – monocultura de coníferas nativas, plantações mistas e recuperar florestas tropicais originais com árvores diversas – os pesquisadores constataram algumas diferenças.

Florestas recuperadas eram mais densas, tinham árvores maiores e capturavam 106 toneladas de CO2 por hectare, contra apenas 62 toneladas armazenadas em plantações não-nativas. A pesquisa é importante, pois aparece num momento em que nações e empresas estudam maneiras de compensar emissões de gases-estufa com ações de preservação e reflorestamento.

Cientistas florestais alertam para o risco de haver disseminação de florestas de uma única espécie mundo afora. “Os investidores procuram a maneira mais barata de mitigar emissões” diz  John Kanowski, ecologista da Australian Wildlife Conservancy e um dos autores do estudo.

Plantações em monoculturas têm sido usadas para fins industriais e são fonte de recursos como madeira e borracha. No entanto, esse modelo é controverso, sendo chamado por alguns ecologistas de “deserto verde” por conta da perda da diversidade de espécies vegetais e animais.

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Boca Juniors relembra título mundial com “camisa ecológica”

Leio na Folha de São Paulo que o mais tradicional clube argentino irá lançar uma camisa para relembrar a conquista do título mundial interclubes de 2003. As cores da camisa são as mesmas do uniforme usado na vitória nos pênaltis contra o Milan.

Melhor ainda: há uma preocupação com a sustentabilidade do uniforme. Feita de com poliéster reciclado de garrafas plásticas, há redução de 30% no consumo de energia, conforme diz a nota no site oficial do clube. A camisa tem tecnologia similar ao modelo usado por várias seleções na última Copa do Mundo.

A nova camisa do time de Buenos Aires apresenta mudanças no layout: azul com a tradicional faixa amarela transversal apenas na parte da frente, inclui um escudo com os 50 títulos vencidos pelo clube, outro menor com a frase ‘La mitad más uno’ (“Metade mais um”), com as siglas do clube nas costas e a bandeira argentina no pescoço.

O uniforme incorpora a tecnologia Dynamic Fit, apresentando nas laterais da camisa pequenas perfurações realizadas com laser que geram maior circulação do ar e dão ao jogador uma boa temperatura do corpo. É mais um motivo para gostar do Boca.

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Ainda sobre o greenwashing

O post de sexta-feira do Tablóide Verde falou sobre a dificuldade de descobrir se uma empresa é, de fato, sustentável. É algo trabalhoso, exige tempo, paciência e disposição para buscar as informações. Mas há duas dicas importantes na caixa de comentário. Merecem destaque e são o mote do post de hoje.

Diz a Julianna Antunes, do ótimo blog Olhar Sustentável sobre as Empresas: “Quando eu faço palestra, sempre dou a dica de como descobrir quando uma empresa faz ou não greenwash: olhe os processos. Esqueça o marketing, esqueça as propagandas, esqueça os relatórios (principalmente estes).

Procure ver como é a administração das empresas. Veja se essa empresa massacra os fornecedores em busca do menor preço, veja como é a política de RH da companhia, como é o relacionamento com stakeholders (envolvidos na cadeia produtiva de uma empresa/produto). Não são informações difíceis de se conseguir”.

Segundo pesquisa feita em 2008 pelo instituto americano Pew Research, os brasileiros são os consumidores mais preocupados com o aquecimento global: cerca de 92% considera as mudanças climáticas um problema sério. Nos EUA, o percentual é de apenas 42%, na China, de 24%.

Em 2009, outra pesquisa mostrou o interesse brasileiro no tema: 48% dos brasileiros estariam dispostos a pagar 10% a mais por um produto sustentável, de acordo com sondagem do grupo francês Havas. O maior problema é a falta de informação sobre o assunto.

A consultoria SustentaX lançou um selo do mesmo nome para certifcar produtos sustentáveis nas mais diversas áreas. A empresa disponibilizou um glossário com os principais termos usados nessa área. Serve de ponto de partida para quem quer saber mais sobre o produto que leva para casa.

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