O duplo impacto do spam

Todo mundo reclama do spam, as mensagens de email indesejadas com o objetivo de vender algum produto ou infectar nosso computador com vírus e roubar dados importantes.

Mas há outro aspecto importante ligado ao envio dessas mensagens: a emissão de CO2. Dos 220 bilhões de emails enviados diariamente no mundo, só 37 bilhões (17%) são genuínos. Os outros 183 bilhões são spam, segundo esta matéria da Good.

Cada mensagem enviada emite 0,3 gramas de CO2. Ou seja, a cada dia são emitidas 55 mil toneladas de dióxido de carbono por causa da “praga virtual”. Ao fim de um ano são 20 milhões de toneladas de CO2 despejadas na atmosfera sem necessidade, certo?

Para efeito de comparação, o vulcão Eyjafjallajökull emitia 150 mil toneladas de CO2/dia enquanto estava em erupção. Quer dizer, os spam enviados diariamente correspondem à 37% das emissões do vulcão islandês.

Mas há uma diferença fundamental: a erupção é um fenômeno natural e não pode ser detido. Já contra o email indesejado podemos agir: lembre-se de marcar como spam cada uma dessas mensagens maliciosas.

Para visualizar melhor, segue um infográfico feito pelo designer Antonio Lupetti:

Este post foi publicado emmeio ambiente, tecnologia e tags , , , . Bookmark o permalink. Comentar ou deixar um trackback:Trackback URL.

5 Comentários

  1. Publicado 13 de julho de 2010 em 16:14 | Permalink

    As grandes empresas de internet têm no carvão a matriz energética de seus provedores, etc… Uma notícia publicada há alguns meses tratou deste assunto:

    “Apple, Facebook, Microsoft, Yahoo! e Google: todas operam ao menos algumas centrais de processamento de dados para as quais é necessário uso intensivo de energia gerada pela queima de carvão, informa o Greenpeace.”

    Quem quiser ir à íntegra do artigo:
    http://www.tid.org.br/modules/news/article.php?storyid=1233

  2. Publicado 13 de julho de 2010 em 16:23 | Permalink

    O impacto se dá pelo envio ou pela chegada da mensagem em nossa caixa de entrada? Porque se for pelo envio, infelizmente nós, vítimas do spam, não podemos fazer nada.

  3. Publicado 13 de julho de 2010 em 16:36 | Permalink

    Julianna,

    em tese, essas são emissões de quem envia os spams. Mas há o que fazer, como bloquear os remetentes para que os servidores de onde saem esses emails possam ser identificados e seus gerenciadores, responsabilizados.

    Se pensarmos numa perspectiva mais ampla, há o impacto gerado pela perda de tempo quando apagamos esses emails. É um tempo que não precisaríamos gastar na frente do computador.

    O impacto da TI nas emissões de carbono, juntamente com transporte e desmatamento são três cadeias produtivas que demandarão estudo e propostas de ação num futuro de curtíssimo prazo. Mas isso é assunto para outro post…

  4. Publicado 13 de julho de 2010 em 16:46 | Permalink

    Concordo, eu faço isso sempre. Só que acho que é mais complexo do que apenas denunciar o spam. Se isso fosse a solução, não existiria esse massacre de mensagens não desajadas. Mas enfim, o pessoal de TI está aí para resolver isso.

  5. oliver
    Publicado 13 de julho de 2010 em 19:58 | Permalink

    Sinceramente não vejo muita esperança na resolução disto.

    Pode-se tentar conscientizar até, mas as emissões continuarão por outro lado.

    O Brasil não irá abrir mão do dinheiro do pré sal.

    Mas pra ganhar com isto alguém vai ter que gastar isto.

    E dane-se.

    Só quando o dinheiro do petróleo acabar, porque o petróleo acabar, é que todos colocarão nas propagandas:

    Queremos um Mundo Melhor.

2 Trackbacks

  1. Por O duplo impacto do spam | E esse tal Meio Ambiente? em 13 de julho de 2010 às 17:34

    [...] Charles Nisz, no blog Tablóide Verde. Todo mundo reclama do spam, as mensagens de email indesejadas com o objetivo de vender algum [...]

  2. Por Tabloideverde em 2 de agosto de 2010 às 22:22

    Tabloideverde…

    [...] something about tabloideverde[...]…

Comentar

Seu email nunca será publicado ou distribuído. Campos obrigatórios estão marcados com *

*
*

You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>