Seca de informação

Vamos falar sobre um fenômeno quase esquecido e o papel da mídia na discussão sobre as mudanças climáticas. Em poucos segundos,  esta matéria da (ótima) revista Slate me fez voltar aos anos 80. Naquela época, eu era um garoto de 8 ou 9 anos de idade e a chuva ácida era o principal assunto da temática ambiental.

Como diz a reportagem, a chuva ácida foi chamada de  “tmalária da biosfera“.  Mas, a despeito da literatice do Primeiro Ministro canadense, o problema ainda não foi resolvido. “De acordo com o Relatório de Emissões dos EUA, as emissões de dióxido de enxofre cairam de 26 milhões de toneladas em 1980, para 11,8 milhões em 2008. Já as emissões de óxidos nitrosos cairam de 27 milhões de toneladas para 16,3 milhões no mesmo período”, segundo a revista.

Os cientistas, duas décadas atrás, foram acusados de “serem alarmistas”, exagerando os efeitos da chuva ácida nos lagos do Hemisfério Norte.  Mesmo com a dramática redução das emissões de poluentes, o  nível do pH das chuvas passou de 5,0 (valor original) para 4,0 nos anos 70.  Isso significa que as águas desses lagos estão com uma acidez 10 vezes maior do que a original.

Mas o que a mídia discute sobre a chuva ácida hoje em dia? O espectro e o nível da discussão é quase nulo. Esse é o primeiro ponto e essa péssima constatação nos leva ao segundo ponto.

Atualmente, todos que apontam evidências sobre o aquecimento global são considerados alarmistas. A mídia desempenhará papel decisivo na discussão desse grave problema. A Cop-15, reunião da ONU sobre o clima, marcada para 7-18 de Dezembro em  Copenhague só irá ser efetiva se os participantes tiverem propostas fortes e realizáveis para enfrentar as mudanças climáticas.

Mais do que isso, a mídia precisa não apenas informar, mas explicar e mostrar aos cidadãos COMO mudar as atitudes e enfrentar o aquecimento global.

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