Uma nova tecnologia pode aumentar a eficiência dos motores dos carros a gasolina e fazer os novos motores economizarem 25% do consumo atual. Com a novidade, os carros atingem os padrões de eficiência exigidos pelo governo norte-americano para 2016. Chamada pela Chrysler de MultiAir, a tecnologia consiste num conjunto de solenóides para tornar mais eficiente o processo de abertura das válvulas do motor, segundo o site Technology Review.
Num carro convencional, um eixo abre e fecha as válvulas para jogar ar no motor. As válvulas fazem o mesmo movimento, mesmo em velocidades mais baixas, quando menos ar é necessário. O novo sistema determina eletronicamente a melhor maneira de abrir as válvulas, de acordo com a estrada e de outros fatores, fazendo o carro rodar de modo mais eficiente por todo o tempo.
Como funciona
O motor funciona com ciclos de abertura e fechamento de válvulas, que enviam o combustível para a câmara de combustão. Neste novo sistema, um solenóide atua como um alternador, ajustando os ciclos de abertura e fechamento das vávulas, e faz com que o motor receba a quantidade adequada de ar para funcionar de forma mais eficiente.
Se o torque é mais exigido, o motor recebe menos ar; se é necessário aumentar a potência, a válvula joga mais ar no motor. Os engenheiros da Chrysler dizem que o sistema aumenta em até 15% o torque do carro.
Criada em 2009 pela Fiat – dona da Chrysler, a tecnologia chegará ao mercado americano em 2011 no Fiat 500. Em cinco anos, a tecnologia deverá estar em todos os modelos da montadora. Ainda não há previsão do custo adicional dessa tecnologia nos carros. No entanto, analistas estimam que o custo extra deverá ficar em torno de US$ 1.000 (R$ 1.800)
O investimento da montadora americana nessa tecnologia é um dos últimos esforços para melhorar a eficiência dos motores de combustão interna. Novas tecnologias, como os motores elétricos são ambientalmente melhores. Mas a transição para essas tecnologias não será dará automaticamente.
Não apenas a Chrysler aposta na melhoria dos motores tradicionais: a Ford desenvolveu o sistema EcoBoost, direcionando melhor a injeção de combustível e diminuindo o tamanho dos motores pela metade. Como resultado, há uma economia de 20% no uso da gasolina.


Painel autolimpante torna energia solar mais viável
Quando pensamos no melhor lugar para instalar painéis solares, desertos surgem como uma das primeiras opções. Mas a areia pode impedir a captação da luz solar e com isso, os painéis precisam ser limpos constantemente. Uma nova tecnologia pode ajudar a criar painéis autolimpantes.
Desenvolvida para auxiliar missões exploratórias em Marte, a tecnologia poderia ajudar os painéis a operar em capacidade plena aqui na Terra. Por meio de cargas eletrostáticas, a poeira é repelida e vai para as margens dos painéis em ciclos de dois minutos. Com a técnica, é possível remover 90% do pó, de acordo com Malay Mazumder, professor da Boston University – instituição que liderou a pesquisa.
O acúmulo de pó nos painéis dificulta a exploração da Lua e de Marte pela Nasa. Em Marte, as missões exploratórias Spirit e Opportunity duraram menos do que o esperado porque as sondas tiveram seus painéis limpos por ventos inesperados. Nos anos 90, a missão Pathfinder não teve a mesma sorte.
Este problema diminuiu em 40% a eficiência de uma planta de 10 megawatt instalada nos Emirados Árabes Unidos. Lavar os painéis demanda tempo ou requer automações caras para limpar as placas. No deserto, água é um recurso ainda mais precioso.
O sistema tira proveito da Física: a maior parte das partículas de pó tem carga elétrica, especialmente em ambientes secos. Um eletrodo feito de óxido de índio cria uma corrente elétrica no placa. Alternando a polaridade da corrente, um campo elétrico é criado e repele tanto as partículas positivas quanto as negativas.em contato com o painel solar.
Não é necessária muita energia elétrica para alimentar esse sistema autolimpante. A corrente elétrica é pequena e o sistema só precisa ser usado por cinco minutos a cada dia. Um sensor indica quando o painel precisa ser limpo. Esse é uma das abordagens da Nasa para o problema – a outra faz vibrar o painel para remover o pó.
Ainda não é possível dizer com certeza qual método é mais eficiente. Vibrar o painel é mais simples e requer menos adaptações. Mas o método não remove partículas mais finas, como o método por campo elétrico faz. Outras soluções são jatos de ar ou uso de materiais não-aderentes.
Construir placas autolimpantes usando campo elétrico pode ser mais simples porque os fabricantes têm materiais aptos para usar eletrodos transparentes, segundo Mazumder. O próximo passo é fazer com que essa tecnologia custe cerca de 1% do valor total do painel solar.